terça-feira, 1 de dezembro de 2009

TP 5 – ESTILO, COERÊNCIA , COESÃO E AS RELAÇÕES LÓGICAS NOS TEXTOS.

Objetivo: Analisar a construção da coerência em textos.

Trabalhei com os alunos do 8º e 9º ano.

O Enlace de Ideias.

Nesta aula os alunos irão participar de uma brincadeira de produção de texto, a partir de respostas aparentemente coerentes aos comandos do professor.
Contudo, ao serem reveladas às verdadeiras referências das respostas dadas pelos alunos, a surpresa e a diversão serão gerais.
Pré-leitura- Você já construiu uma história que de tão maluca ficou muito engraçada?
- Para cada item a seguir, você deverá elaborar uma resposta simples e objetiva: ( O professor fará as perguntas oral, onde os alunos só escreverão as respostas).


- Agora, os alunos deverão relacionar cada resposta dada na atividade anterior aos itens que serão lidos pelo professor. Relacionar os itens seguindo a numeração.



Produção textual
- Com as novas informações sobre o seu personagem, é possível construir, detalhadamente, a história desse “Enlace Matrimonial”.


Mãos a obra!
- Apresentação oral .

TP 5 – ESTILO, COERÊNCIA , COESÃO E AS RELAÇÕES LÓGICAS NOS TEXTOS.

Trata-se de uma disciplina ligada à lingüística, que se desenvolveu a partir do século XX, cujo objetivo de estudo é o estilo. A palavra estilo faz parte do vocabulário cotidiano, significando comumente o modo pessoal de fazer algo; o conjunto de características de um objeto, de uma época; elegância no jeito de se comportar ou se vestir. Estilística não se confunde com Gramática. A língua não é uma criação individual, subjetiva, mas a linguagem permite um grau de liberdade que se manifesta no estilo, no idioleto( cruzamento dos vários dialetos: etário,regional,profissional,de gênero,social)isto é, na língua de cada indivíduo., com o conjunto de marcas pessoais que constituem sua fala. A gramática estuda os elementos da língua, enquanto a estilística estuda a linguagem que se cria com esses elementos.

Objetivo: Compreender a noção de estilo a partir de poemas

Trabalhei com os alunos do 5º ao 9º ano.

(FAZER A LEITURA DO TEXTO TREM DE FERRO)

- Deixar os alunos comentarem sobre o poema, guiando-os para a musicalidade, observando na leitura o som das palavras, dando movimento à leitura.- O professor deverá salientar aos seus alunos que, o ritmo é o movimento ou o ruído que se repete no tempo a intervalos regulares, alternando sons fortes e fracos. A sílaba é um som ou grupo de sons pronunciados numa só expiração.

Pré-leitura

Leitura silenciosa do texto Palavras são palavras ... (O texto deverá ser entregue aos alunos xerocado, para uma aula mais integralizada)
- Leitura individual ( Fiz uma leitura dramatizada, onde um aluno fez o papel do pai e outro do filho).

Pós-leitura

- Comentários sobre o autor do texto ( Houaiss – é uma referência a Antônio Housaiss, intelectual brasileiro, que morreu em 1999, autor de um dos mais completos dicionários de língua portuguesa). Os alunos fizeram pesquisas sobre a biografia do autor , para uma apresentação oral, em revistas e pela internet.
- Sublinhar as palavras desconhecidas e procurar o seu significado no dicionário (Housaiss). (Mostrar que as definições de palavra expressam a tonalidade das palavras, o sentimento que cada uma desperta em quem as usa).
- Listei na lousa, as palavras que os alunos citaram e as motivações que sentem nelas. (comentários sobre o poder da palavra).
- Ler para os alunos ...

Ótimo é uma palavra ótima. Existem palavras doces, goiabada, quindim, bombom. Existem palavras que andam, automóvel......

Toda palavra tem seu significado. A palavra tem cara do seu significado.

A palavra pela palavra tirando o seu significado fica estranha. Palavra, palavra, palavra, palavra, palavra, palavra, palavra, palavra, palavra, não diz nada, é só letra e som.

· Aproveitei a oportunidade e trabalhei o texto do LER É SABER “DUAS DÚZIAS DE COISINHAS À TOA QUE DEIXAM A GENTE FELIZ”, de Otávio Roth.

Leitura Silenciosa

· Leitura individual. (Cada aluno lerá um item).

· Comentários sobre o que realmente nos faz feliz......

(Os alunos poderão mencionar coisas grandiosas ou materiais , mas é importante que o professor conduza a reflexão da importância das coisinhas simples do dia a dia, do nosso cotidiano).

· Fazer com os alunos um exercício com a criação de rimas, . É o Jogo da Rima. O professor lê uma estrofe de poema s e a turma completará com uma palavra ,que rime e assim, o aluno que conseguir completar a rima ganhará um prêmio.

Produção textual

Agora é sua vez!

Individualmente, os alunos deverão criar um poema que haja coisinhas à toa ( não necessariamente duas dúzias) que os deixem com: sono, irritado, com fome, com sede, gordo(a), cansado, etc.

- Apresentação oral para a turma.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

LEITURA E PROCESSOS DE ESCRITA

POR QUE MEU ALUNO NÃO LÊ?

Essa questão explorada neste capítulo, me chamou muita atenção, pelo fato de estar vivenciando essa situação com meus alunos. É o meu primeiro ano nessa escola. Uma Escola Municipal, localizada no interior da cidade de Igrejinha que fica em Solitária Alta.
A grande maioria dos alunos, não tem acesso a jornais, revistas, internet e até mesmo em alguns casos a própria televisão, pois os mesmos não têm o hábito de assistirem Jornal. Quando se informam de alguma notícia, é pelo rádio, onde é o meio de comunicação mais comum entre as famílias.
Percebi a pouca Visão de Mundo dos meus alunos, principalmente nas produções textuais. Então, participando do curso do Gestar II, lendo e trabalhando as atividades e trocando idéias com meus colegas e professor, resolvi focalizar os aspectos relativos ao funcionamento do meu trabalho, nas minhas aulas, onde eu poderia contribuir para a formação de novos leitores.
Lancei um desafio em sala com as perguntas: O que vocês gostariam de ler? Qual o tipo de leitura que mais lhe atrai?
“Para formar leitores, devemos ter paixão pela leitura”(BELLENGER)
Então, em que se baseia a leitura se não for no desejo? É manter uma ligação através do tato, do olhar, até mesmo do ouvido. Ler é também sair transformado de uma experiência de vida.
A atividade tortuosa de decifração de palavras que é chamada de leitura em sala de aula, não tem nada a ver com a atividade prazerosa. Ninguém gosta de fazer aquilo que é difícil demais, nem aquilo do qual não consegue extrair o sentido. Essa é uma boa caracterização da tarefa de ler em sala de aula: para uma grande maioria dos alunos ela é difícil demais, justamente porque ela não faz sentido.
Por isso os textos devem ter uma ‘ENTREGA” um maior envolvimento do professor e deve ser escolhido adequadamente para uma integração do aluno.(BELLENGER). Foi desse jeito que comecei a explorar a leitura. De uma maneira simples, onde cada aluno pudesse escolher o que gostaria de ler. Tive surpresas! Os alunos começaram a se empolgar e o interesse ficou cada vez maior. Alguns gostaram de ler os jornais, outros já preferem as revistas, os gibis, também tiveram bastante leitores, os livros novos foram todos retirados, enfim, sei que lancei uma pequena sementinha na minha escola. Mas, tenho certeza que é justamente essa resistência que está fazendo a diferença.
Hoje, tenho alunos que pedem o jornal da escola para ler, sabem quais revistas a escola tem assinatura, fazem com prazer a leitura de sua escolha, apresentando os elementos da narrativa e suas produções textuais melhoraram significativamente.
É por isso que uma das primeiras barreiras que o professor tem que negociar para poder ensinar a ler é a resistência do próprio aluno.
Aos poucos vou conquistar o amor, dos meus alunos, pela leitura.
Sou uma professora feliz!


OBS: As fotos registradas foram tiradas após o horário de aula, enquanto os alunos aguardavam a chegada do ônibus. (Alunos do 6º, 7º, 8º e 9º ano)







TP 4 - LEITURA E PROCESSOS DE ESCRITA I


Leitura, escrita e cultura

Vamos estudar a relação entre a cultura e os usos sociais e funções da escrita nos contextos em que vivemos e sua importância para o ensino. A escrita possibilita que nossa memória seja modificada e ampliada. Ampliada porque, antes da escrita, para aprendermos e mantermos nossas tradições, tínhamos que decorar as informações, utilizando ritmos, rimas e repetições(redundâncias de palavras, de sentidos, de morfemas e fonemas),tendo como exemplos clássicos os poemas escritos a partir da prática oral de povos.
A memória foi modificada porque, com o advento da escrita, passou a ser utilizada de outras formas. Com a escrita, passamos a ter uma ferramenta que possibilita que registremos os acontecimentos, os eventos, o que não gostaríamos de esquecer, nossos compromissos, anotações de todos os tipos e os guardemos para serem lidos e modificados, posteriormente, por nós ou pelos outros.

Objetivo: Identificar as marcas de letramento e relacionar a escrita com as práticas de cultura local.

Trabalhei com os alunos do 5º ano.


Você lembra, Pai?

Você lembra, Pai quando me ensinou
que as brigas só nos fazem mal.
Destroem com a nossa vida . . .
Esse foi o melhor ensinamento que já tive.
Você me disse que a vida é única e que
devemos preservá-la, sempre!

Você lembra, Pai quando me ensinou a
não me meter nas conversas dos adultos.
A respeitar a opinião dos outros . . .
Disse que devemos ter amor para casar.
Se não for com amor, não dará certo.
Você lembra, pai?

(Gustavo - 6º ano)


Você lembra, Pai?

Você lembra, pai quando arrumei meu
carrinho de lomba?
Dei uma martelada no meu dedo e
você abriu aquele... sorriso zombeteiro.
Mas eu não desisti, do meu carrinho!
Fui para o potreiro e . . . bati num
formigueiro.
Tive que arrumá-lo, tudo de novo!
Coloquei um volante, rodas novas e. . . lá
fui eu com meu carrinho, muito feliz!
Você lembra, pai?

(Daniel – 6º ano)

TP 4 - LEITURA E PROCESSOS DE ESCRITA I

Imagens do dia-a-dia

Pré-leitura

- Conversar com os alunos sobre as imagens cotidianas que muitas vezes passam despercebidas em nossa rotina. Fazê-los pensar desde as primeiras coisas que vêem quando levantam, até detalhes que fazem parte das diferentes paisagens das suas vidas.

- Pedir para os alunos fecharem os olhos e tentar reprisar as seguintes imagens:

COPIAR DO LIVRO.

Pós-leitura

- Os alunos farão uma ilustração dessas imagens cotidianas que acabaram de reprisar, através de um desenho.

Produção textual

- Agora é sua vez ! Vamos escrever o que você acabou de reprisa. Após, os alunos deverão apresentar para o grupo.


LEITURA E PROCESSOS DE ESCRITA



Objetivo:

Identificar as marcas de letramento e relacionar a escrita com as práticas de cultura local.


Trabalhei o Circuito Fechado com os alunos do 5º ano.


Pré-leitura
Interagi com os alunos, com os olhos fechados, reprisando as seguintes imagens:
  • O que você vê a sua volta ao levantar de sua cama?

  • Como é a imagem da sua casa?
  • Como é seu caminho até a escola?


Pós-leitura

  • Leitura individual/silêciosa do texto Circuito Fechado (xerox/ TP4)

Produção Textual

  • Cada aluno escreveu sobre o seu Circuito Fechado, usando somente substantivos e ilustrou através do desenho a mesma estrutura do texto.


Conclusão

  • Fazer com que os alunos pensem sobre as imagens cotidianas que muitas vezes passam despercebidas em nossa rotina, levantam detalhes que fazem parte das diferentes paisagens das suas vidas. Auxiliei o aluno a reconhecer no texto, durante a leitura, as referências ao cotidiano comum dos adultos como: os hábitos de higiene e às atitudes diárias ( levantar, comer, trabalhar, escrever, ler, sair, voltar, etc.) despertando a curiosidade dos alunos durante a leitura. A partir das opiniões dos alunos iniciei a leitura comentada do texto a respeito de quanto essas informações são essencias à compreensão do texto, dada a semelhança das atitudes do personagem com a vida cotidiana de cada um.


Quando fiz a proposta de trabalho sobre esse texto, com os alunos, tive uma ótima aceitação dos mesmos, ja que o texto proporciona lembranças por tratar de um memorial.
A proposta desenvolvida após a leitura individual/silênciosa e os comentários dos alunos quanto ao assunto, propus que os mesmos produzissem um poema que tratasse do mesmo referencial proporcionado pelo texto memorial.
Trabalhei com os alunos do 6º ano.


quinta-feira, 30 de julho de 2009

TRABALHANDO COM POEMAS...

Trabalhei com as turmas do 6º e 7º ano com o poema Chapeuzinho Amarelo. Fizemos a leitura e comparamos o poema com a história infantil: Chapeuzinho Vermelho.

Os alunos adoraram a comparação, já que, fazendo um paralelo entre as duas personagens, elas tem características, bem diferentes.

Após, as turmas foram dividas em grupos, onde responderam as questões elaboradas e as apresentaram, destacando características diferentes das personagens.



CHAPEUZINHO AMARELO

Era a Chapeuzinho Amarelo.
Amarelada de medo.
Tinha medo de tudo, aquela Chapeuzinho.
Já não ria.
Em festa, não aparecia.
Não subia escada,
nem descia.
Não estava resfriada,
mas tossia...
Ouvia conto de fada e estremecia!
Não brincava mais de nada...
nem de amarelinha.
Tinha medo de trovão.
Minhoca, pra ela, era cobra.
E nunca apanhava sol,
porque tinha medo da sombra.
Não ia pra fora pra não se sujar.
Não tomava sopa pra não ensopar.
Não tomava banho pra não descolar.
Não falava nada pra não engasgar.
Não ficava em pé com medo de cair.
Então vivia parada,
deitada, mas sem dormir,
com medo de pesadelo.

Chico Buarque de Hollanda
Literatura Comentada. São Paulo, Abril Cultural, 1980.


QUESTÕES SOBRE O POEMA "CHAPEUZINHO AMARELO"
1. É possível, depois da leitura do poema, traçar o perfil da Chapeuzinho Amarelo? Se possível, comente como é a personagem.
2. Chapeuzinho Amarelo lembra uma famosa personagem de outra conhecida história infantil: Chapeuzinho Vermelho. Trace um paralelo entre as duas personagens:
3. Uma das principais características do poema infantil é a presença da rima. Destaque todas as palavras que rimam entre si e indique a que classe gramatical pertencem.
4. O poema em questão foi escrito por um autor atual, Chico Buarque de Hollanda. Se não houvesse indicação do autor, você o classificaria como pertencente a nossa época? Justifique a sua resposta.

PROGRAMA GESTÃO DA APRENDIZAGEM ESCOLAR - GESTAR II

O Programa Gestão da Aprendizagem Escolar-GESTAR II é voltado para as áreas de Língua Portuguesa e Matemática. O Programa destina-se aos professores que atuam nos anos/séries finais do Ensino Fundamental da rede pública e tem como objetivo a formação continuada ampla pelo aprofundamento teórico-metodológico, para que sejam alcançadas melhorias nas práticas pedagógicas.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

LEITURA, INTERPRETAÇÃO E CRIAÇÃO ATRAVÉS DO GÊNERO MUSICAL

Aproveitando a chegada do Dia do Amigo, escolhi como tema o gênero musical, para trabalhar com os alunos do 8º ano, a letra e a música "Canção da América". Após escutarmos a música, fiz alguns questionamentos, fazendo com que o aluno demonstrasse, seu sentimento através da música o sentido e o valor de uma verdadeira amizade.



Canção Da América
Milton Nascimento

Amigo é coisa para se guardar
Debaixo de sete chaves
Dentro do coração
Assim falava a canção
que na América ouvi
Mas quem cantava chorou
Ao ver o seu amigo partir

Mas quem ficou,
no pensamento voou
Com seu canto que o outro lembrou
E quem voou,
no pensamento ficou
Com a lembrança que o outro cantou

Amigo é coisa para se guardar
No lado esquerdo do peito
Mesmo que o tempo e a distância digam "não"
Mesmo esquecendo a canção
O que importa é ouvir
A voz que vem do coração

Pois seja o que vier,
venha o que vier
Qualquer dia, amigo, eu volto
A te encontrar
Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar.



QUESTIONAMENTOS
1. Quais são as principais ideias do texto a respeito do sentimento da amizade?
2. E para você, um amigo é importante? Por quê?
3. O que você mais gosta e o que você menos gosta em um amigo?
4. Você considera que o tempo e a distância podem impedir o prosseguimento de uma amizade?